Salve Nação Santástica,
Foi no sufoco, mas, justamente na Bahia, caiu a ziquizira que acompanhava o Alvinegro no Brasileirão. E, na terra da macumba, o Peixe venceu com, se me permitem a piada, um gol espírita de Alan Kardec (soa estranho, não) a 10 minutos do fim da partida. Antes disso, Neymar já havia marcado, e o time da Boa Terra empatado.
O jogo começou parecendo que seria um passeio do Alvinegro. Em bela jogada de Elano e Borges, que lembrou o Alvinegro do início do ano, Ganso foi derrubado na área. Pênalti, que Neymar converteu.
No entanto, o que parecia fácil, se tornou dramático e, a partir do gol, o Bahia foi pra cima do Peixe que, atrapalhado, aceitava a pressão do time da casa.
Quem não aceitava a pressão era Rafael, que, com uma defesa espetacular atrás da outra, garantia o resultado.
No entanto, aos 28, o Santo não foi suficiente para segurar o chute de Júnior, que empatou a partida.
Com o empate dos donos da casa, a torcida se inflamou e os instantes finais do primeiro tempo foram de pura pressão do Bahia, sempre esbarrando nas boas defesas de Rafael.
Até que, aos 43 do primeiro tempo, o goleiro santista se chocou com Carlos Alberto e sofreu um profundo corte no rosto, se mantendo em campo até o final do primeiro tempo.
No segundo tempo, já com Vladimir no gol, o jogo se amornou. As chances ainda apareciam, mas eram esporádicas, e, em sua maioria, do time da casa.
Porém, como diz o ditado, quem não faz, toma, e o Peixe voltou à frente do marcador, com Alan Kardec chutando meio que sem querer uma bola rebatida pela zaga do Bahia, e que pegou o goleiro adversário de surpresa.
A partir daí, o Bahia, quase sem pernas, pouco pôde fazer para evitar a vitória do Alvinegro que, com o resultado, chega aos 18 pontos e deixa a zona da degola do Brasileiro.
Agora, o Peixe volta a campo nesta quarta, contra o Fluminense, na Vila Belmiro, em jogo atrasado das primeiras rodadas.
E, com a zica derrubada, o Peixe pode começar a pensar em trilhar um caminho, se não de título, pelo menos de bom futebol e preparação para o Mundial.
Notas
Rafael: Salvou a equipe várias vezes em todo o primeiro tempo, mostrando agilidade e coragem. Saiu machucado no intervalo.
Nota 10
Adriano: Improvisado na lateral direita, esteve atrapalhado e estabanado na maior parte do tempo, levando um baile de Ávine. Mostrou a raça habitual.
Nota 3,5
Bruno Rodrigo: Se saiu muito bem nas bolas pelo alto. Por baixo, sofreu demais com a falta de cobertura dos laterais.
Nota 7
Durval: Outro que sofreu graças aos laterais. Seguro, conseguiu garantir a defesa do time.
Nota 7,5
Léo: Deixou uma avenida à suas costas, por onde Marcos deitou e rolou. No ataque, chegou bem.
Nota 5
Arouca: Corre por todos no meio campo. Auxilia na marcação e ainda chega no ataque. Mais um belo jogo do "Leão do Meio Campo".
Nota 8
Henrique: Ainda sem rítimo, pecou um pouco na marcação e nos passes, mas em geral foi melhor que na média dos últimos jogos.
Nota 5,5
Elano: Participu da jogada do primeiro gol e só.
Nota 3,5
PH Ganso: Outro que sente a falta de rítimo. Fez boa jogada no primeiro gol e teve alguns pequenos lampejos do craque que é, mas, no geral, esteve apagado.
Nota 5
Neymar: Mais uma vez, o grande responsável pelas jogadas de perigo do time. No entanto, como foi caçado em campo, não foi tão efetivo como nas últimas partidas.
Nota 7
Borges: Por todo o primeiro tempo, foi, junto com Neymar, o responsável pelas boas jogadas do time. No segundo tempo, sumiu e acabou substituído.
Nota 6
Vladimir: Entrou no lugar do lesionado Rafael e não sentiu o peso do jogo. Seguro quando preciso.
Nota 6,5
Alan Kardec: Entrou no lugar de Borges e deu gás novo ao ataque Santista. Mostrou ter estrela ao marcar o gol da vitória.
Nota 7,5
Bruno Aguiar: Entrou no lugar de Elano para segurar o resultado.
Sem Nota
Muricy Ramalho: Errou ao escalar Adriano na direita, mas, com poucas opções no grupo, pouco podia fazer. Mostrou ter estrela ao colocar Alan Kardec no lugar do então apagado Borges.
Nota 6,5
Divulgar site