Espantoso. É o que se pode falar da partida de ontem do Peixe no Beira Rio, onde, depois de estar perdendo por 3 x 0 e levando um baile do Internacional em campo, o Alvinegro, em 10 minutos, conseguiu a reação e chegou ao empate. Mais: se houvessem mais 5 min. de jogo, o Alvinegro poderia sair da casa do adversário com a virada e os 3 pontos.
Quem assistiu aos 75 minutos iniciais de partida, deve ter ficado nervoso, puto da vida, revoltado, desanimado e com sono, como eu fiquei no decorrer do jogo. Só uma cervejinha e uma calabreza frita pra segurar o ânimo na frente da TV, já que a vontade de ligar o Playstation era grande.
Até este minuto, o Inter havia marcado 2 gols de cabeça, um com Bolívar e outro com Leandro Damião, mais um de pênalti, com Oscar, em pênalti cometido por Edu Dracena.
Fora isso, as incontáveis defesas de Rafael (como sempre), bem como um suposto pênalti (pra mim não foi) não marcado para os donos da casa, além dos toques de bola e contra ataques da equipe gaúcha e os erros nos passes do Alvinegro davam a tônica do jogo.
É bem verdade que o Peixe teve algumas boas chances de diminuir o placar, duas vezes com Danilo, no primeiro tempo, e com Ganso, em uma bola entregue pela zaga colorada, e Borges, em um bonito giro bem defendido por Muriel. No entanto, até aquele momento o Inter mandava no jogo. Nem a entrada de Alan Kardec no lugar de Pará, no intervalo, havia mudado o panorama.
Foi aí que ele mostrou sua marca: Borges, de cabeça, em cruzamento do até então sumido Alan Kardec, diminuiu a contagem aos 30 do segundo tempo.
Pouco depois, as funções se inverteram, com Borges cruzando para Alan Kardec fazer o segundo do Peixe.
E coube ao artilheiro do campeonato fazer o gol de empate. E que golaço diga-se de passagem: uma bola roubada, dois belos cortes, e um toque consciente para o fundo do gol.
A partir daí, o Peixe pressionou, abriu, entrou na área, mas não conseguiu repetir, de forma inversa aquilo que ocorreu na Vila a pouco mais de um mês (reverter um 3 x 0 na casa do adversário), apesar das boas chances criadas, principalmente com Neymar que, mais uma vez foi o "cara" das puxadas de contra-ataque do Peixe.
Agora, mais do que o ponto conquistado, o jogo foi a prova de que, quando quer, o Peixe joga e ganha, independente de local e adversário, mas, nem sempre demonstra gana de vencer as partidas, o que resulta em partidas medíocres como foi contra o Vasco a algumas rodadas atrás.
O que me deixa contente e preocupado:
Contente por imaginar que, dada a motivação do jogo, em uma final contra o Barcelona, o Peixe pode jogar tudo aquilo que sabe e trazer a terceira estrela.
Preocupado porque existe um jogo classificatório antes da Final. E um jogo onde o Peixe é franco favorito contra qualquer asiático, africano, caribenho ou neozelandês que pintar. E, nestes jogos, o Alvinegro, devido a esta ocasional falta de gana, pode repetir o Internacional e surpreender negativamente.
No entanto, estas respostas só teremos em dezembro, no Japão. Até lá, é ver o time oscilar entre atuações fenomenais, como contra Flamengo e Fluminense, e atuações medíocres como contra Vasco e Corinthians. E que venha o Avaí, na próxima quarta...
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