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quarta-feira, 15 de junho de 2011

O desrespeito ao torcedor

Bom dia Nação Santista,

Gostaria que meu primeiro post fosse algo divertido, interessante... algo sobre a nossa decisão de hoje à noite... algo sobre o nosso time, que é o melhor do mundo... enfim, algo agradável.

No entanto, infelizmente, devido ao que vi e passei na madrugada de segunda para terça e, principalmente, na manhã desta terça-feira (também conhecido como ontem), sou obrigado a começar a escrever, falando sobre coisas extra-campo... e coisas bem desagradáveis.

Afinal, passar 10, 11 horas na fila para comprar o ingresso para a final da Libertadores, embora não fosse o mundo ideal, já era esperado pelos torcedores; bem como "virar" a noite na fila aguardando a liberação das bilheterias para garantir o ingresso.

O que não era esperada, era a desorganização da venda dos ingressos e o descaso ao qual os torcedores foram submetidos.
Desorganização porque, em uma situação de fila até então tranquila e sem maiores incidentes, na qual os torcedores estavam tranquilos e conformados de passar a noite, de repente um "gênio" resolve fazer a fila diminuir e passa a anotar o nome e CPF dos primeiros da fila, retirando-os da fila, até chegar ao número 1000 (quantidade de ingressos), os quais seriam dispensados. O que eles não esperavam é que, estes dispensados (que chegaram por volta das 2, 3 da manhã) não sairiam da fila, na esperança de conseguir um ingresso na bacia das almas.

Porém, o pior foi: o que fazer com os 1000 torcedores que saíram da fila com a promessa de ter o ingresso garantido?
Afinal, nenhuma senha foi entregue, e sequer o número de cada um na "fila" foi informado. Aqueles que sabiam seu número apenas o sabiam por ter lido o papel na mão da "organizadora".

A partir daí a confusão se seguiu, afinal, sem uma referência, a única maneira de encontrar os 1000 torcedores que tinham anotado seus documentos (e que ganhavam a cada minuto a companhia de outros que não tinham conseguido a reserva, além dos cambistas que chegavam) era chamá-los pelo nome. No entanto isto era impossível devido à confusão que se formava, à falta de preparo e de equipamentos dos responsáveis pela venda, e à grande aglomeração de pessoas no local.

Tudo isto, aliado à "esperteza" de alguns, impedia que qualquer forma de organizar a venda fosse adotada.

A falta de preparo era tanta que, 1 hora antes da abertura prevista da bilheteria, perguntei à responsável como seria organizada a venda dentre os 1000 "felizardos" (afinal, precisava saber o que fazer), no que obtive a seguinte resposta: "Não sei. Ainda não pensamos nisso".

E o pior, a cada hora que passava, os ânimos iam ficando mais acirrados, e a confusão ficava maior.

Apenas a chegada da Tropa de Choque, com sua habitual "gentileza" conseguiu organizar, de uma maneira minimamente aceitável, a venda dos ingressos. No entanto, nesta hora, já se passava das 8 da manhã, e os trabalhadores que desejavam ver o jogo, ou perdiam suas horas de expediente e pensavam na desculpa a dar para o chefe, ou simplesmente desistiam de ver o jogo e iam trabalhar.

Aliás, vale destacar neste momento, a participação de alguns integrantes da Torcida Jovem, que se esforçavam ao máximo para conseguir organizar a fila, tentando organizar os torcedores, colocar grades para separar o tumulto, e tentando criar uma mínima ordem, que, infelizmente, não era respeitada.

Outra figura de destaque foi a funcionária do Santos, Ana Paula, destacada para solucionar o problema, que chegou ao local, falou algumas palavras, "ouviu" as sugestões dos torcedores, e depois sumiu da vista de todos, enquanto o caos reinava.

No entanto, a venda seguiu, com nós torcedores conseguindo sair da fila apenas após as 11 da manhã, felizes, cansados e satisfeitos (e muitos possivelemente sem seu emprego), desejando que, a desorganização e o descaso demonstrados sejam uma situação de exceção e que, para próximas partidas decisivas, uma organização melhor (e uma empresa responsável pela venda melhor) sejam adotados, afinal, estamos no país da Copa do Mundo...

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