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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os efeitos de uma conquista

Salve Nação Santista,

Nesses últimos dias, estamos sendo bombardeados com notícias de que nossos craques podem reforçar os times europeus no segundo semestre. É Neymar no Real, Ganso no Milan, Danilo no Benfica, Johnatan na Inter... enfim, pura especulação, mas que, a cada nova notícia divulgada, deixa o torcedor santista mais preocupado.

E o pior é que a preocupação é válida, já que, ano passado, apesar das insistentes declarações do nosso presidente de que não iria vender ninguém, perdemos dois jogadores muito importantes para o elenco (Wesley e Neymar), e demoramos 6 meses para conseguir remontar o time sem as peças perdidas.

Agora, a situação se repete. O cenário é o mesmo: o time campeão, o assédio aos maiores craques e assédios pontuais a jogadores menos badalados, ainda que importantes. E o pior, com os craques mais maduros, fica cada vez mais difícil convencê-los de que é melhor ficar no Brasil.

E, enquanto para jogadores da categoria de Neymar e Ganso, sabe-se que é vantajosa a permanência até o Mundial, já que eles podem se valorizar no torneio, no caso de jogadores como Danilo esta argumentação torna-se mais difícil, já que, esta pode ser uma chance única na carreira dele, que não é craque como o camisa 10 ou o camisa 11. É só lembrar o caso do Madson, que resolveu ficar e viu seu futebol cair, indo parar no Atlético do Paraná.

Obviamente, não vejo mais a Europa como essa "Meca" do futebol, como boa parte dos jogadores brasileiros vêem. É só lembrar que muitos desses países estão quebrados, enquanto que o cenário atual traz o Brasil para o centro do foco no Mundo. Se a FIFA começar a olhar pra cá, e os clubes brasileiros deixarem de aceitar ser a "segunda divisão da Europa", os craques ficarão.
No entanto, muitos jogadores de nível médio ou médio-alto ainda vêem na Europa sua chance de conseguir fazer o pé-de-meia, dados os alto salários que ainda se paga por lá.

Mas, enquanto esses jogadores só enxergam fortuna em além-mar, os craques que aqui estão já conseguem as fortunas por aqui. Afinal, 500 mil por mês para um garoto de 19 anos, mesmo que gênio, é algo impensável até para os padrões europeus.
A única motivação para um garoto desses galgar a Europa seria o prêmio de melhor do mundo, já que o preconceito da FIFA com o futebol sul-americano é fácil de ser percebido.

Agora, se Neymar seguir com seu objetivo, não ouvir o apelo dos empresários, e conseguir, com o grande futebol que vem apresentando, conquistar o título de melhor do mundo jogando em Terra Brasilis, o cenário do futebol mundial pode começar a se inverter.

Aí o moleque irá ter feito história...

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