Salve Nação Santista,
Nesses últimos dias, estamos sendo bombardeados com notícias de que nossos craques podem reforçar os times europeus no segundo semestre. É Neymar no Real, Ganso no Milan, Danilo no Benfica, Johnatan na Inter... enfim, pura especulação, mas que, a cada nova notícia divulgada, deixa o torcedor santista mais preocupado.
E o pior é que a preocupação é válida, já que, ano passado, apesar das insistentes declarações do nosso presidente de que não iria vender ninguém, perdemos dois jogadores muito importantes para o elenco (Wesley e Neymar), e demoramos 6 meses para conseguir remontar o time sem as peças perdidas.
Agora, a situação se repete. O cenário é o mesmo: o time campeão, o assédio aos maiores craques e assédios pontuais a jogadores menos badalados, ainda que importantes. E o pior, com os craques mais maduros, fica cada vez mais difícil convencê-los de que é melhor ficar no Brasil.
E, enquanto para jogadores da categoria de Neymar e Ganso, sabe-se que é vantajosa a permanência até o Mundial, já que eles podem se valorizar no torneio, no caso de jogadores como Danilo esta argumentação torna-se mais difícil, já que, esta pode ser uma chance única na carreira dele, que não é craque como o camisa 10 ou o camisa 11. É só lembrar o caso do Madson, que resolveu ficar e viu seu futebol cair, indo parar no Atlético do Paraná.
Obviamente, não vejo mais a Europa como essa "Meca" do futebol, como boa parte dos jogadores brasileiros vêem. É só lembrar que muitos desses países estão quebrados, enquanto que o cenário atual traz o Brasil para o centro do foco no Mundo. Se a FIFA começar a olhar pra cá, e os clubes brasileiros deixarem de aceitar ser a "segunda divisão da Europa", os craques ficarão.
No entanto, muitos jogadores de nível médio ou médio-alto ainda vêem na Europa sua chance de conseguir fazer o pé-de-meia, dados os alto salários que ainda se paga por lá.
Mas, enquanto esses jogadores só enxergam fortuna em além-mar, os craques que aqui estão já conseguem as fortunas por aqui. Afinal, 500 mil por mês para um garoto de 19 anos, mesmo que gênio, é algo impensável até para os padrões europeus.
A única motivação para um garoto desses galgar a Europa seria o prêmio de melhor do mundo, já que o preconceito da FIFA com o futebol sul-americano é fácil de ser percebido.
Agora, se Neymar seguir com seu objetivo, não ouvir o apelo dos empresários, e conseguir, com o grande futebol que vem apresentando, conquistar o título de melhor do mundo jogando em Terra Brasilis, o cenário do futebol mundial pode começar a se inverter.
Aí o moleque irá ter feito história...
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